Atualmente, por mais clichê que seja usar essa palavra em início de textos, os clubes brasileiros passam por um momento de recuperação. Para ser mais preciso: todo o futebol brasileiro passa por um momento de recuperação. Verdade! Mas, podemos, ainda, ser muito mais precisos em nossas afirmações: a economia brasileira passa por um momento de recuperação. Entre idas e vindas, as finanças do Brasil vêm à tona, ancorados a escândalos de corrupções veiculados diariamente em jornais e telejornais. Tais finanças que afetam todo o mercado, seja de alimentos, automóveis, indústria e, coincidência ou não, do futebol, palco de muitas discussões em programas esportivos. 

Os clubes, por suas vezes, dependem muito de dinheiro para sobrevivência, afinal, sem pagar os seus funcionários, em todas as áreas - não apenas jogadores -, nada flui, tudo entra em desarmonia. Poupar? Cortar gastos? É uma boa! Mas, o futebol brasileiro é um futebol impaciente, a torcida não poupa críticas aos times. Três simples derrotas seguidas são 30 mil torcedores "jogando pedra" em cima dos treinadores e das diretorias e, sempre, terminando com os mesmo pedidos: jogadores. 

É fato que nem sempre os torcedores estão a par das finanças do clube. Transparência e honestidade não estão muito presentes na política do nosso país e, na maioria dos clubes, a realidade é parecida. Mas, por outro lado, os jogadores se expõe, têm a imprensa como "aliadas" para trazer aos torcedores a realidade do clube, quando os salários são atrasados e a insatisfação é generalizada. Mas, então, aqueles que "jogaram pedra" nas diretorias e treinadores têm, realmente, o direito de reclamar para ter jogadores? E a solução de cortar gastos, poupar? É, no Brasil, algo fica difícil. De um lado, diretorias medrosas e intransparentes, mas com grandes problemas financeiros; de outro, torcedores impacientes exigindo melhorias na qualidade técnica da equipe.

Pois é. Mas, uma solução ainda mais bem vinda para os clubes que precisam de qualidade técnica para seu grupo são os jogadores sem clube, ou sem contrato. Esses jogadores que foram "esquecidos" pelo futebol ou que recentemente acabaram o contrato com seu último clube e não teve renovação, nem interesse de outros clubes. Para clubes da Série A do Brasileirão, separamos alguns nomes que podem ter sido "esquecidos" pelo futebol e que podem ser bons reforços para equipes com dificuldades financeiras. 

Martinuccio(meia atacante): Argentino, o jogador despontou no futebol no ano de 2011, coincidentemente época em que brilhava, no Santos, Neymar. Naquele ano, o meia atacante foi eleito o segundo melhor jogador da Libertadores, ocasião em que ficou em segundo também na competição com o Peñarol, que perdeu para o Santos de Neymar na decisão. O argentino jogou no futebol brasileiro. Contratado pelo Fluminense, o atleta não despontou no Brasil e pouco foi lembrado aqui. Ainda jogou em Cruzeiro e Coritiba. Apesar disso, o jogador está sem clube e já provou que tem potencial. Nada mal para um clube brasileiro. 

Airton(volante): Com fim de contrato com o Benfica, o atleta brasileiro estaria à disposição do Botafogo para comprá-lo em definitivo. Mas, segundo a diretoria, não havia interesse. A pedida salarial do jogador era alta demais para um clube de Série B. Provavelmente seria cortado em 50% seu salário. Nada ficou acertado e o volante, que foi considerado o segundo mais violento do Brasil, ficou sem clube a partir de junho. Hoje, pode ser contratado por qualquer clube brasileiro e não fica nada mal para alguns clubes até da Série A.

Postagens + vistas

Blogroll

About